Origem

As alterações do uso da terra - em especial o desmatamento na Amazônia – compõem 42% do total de emissões brasileiras atualmente.

As alterações do uso da terra - em especial o desmatamento na Amazônia – compõem 42% do total de emissões brasileiras atualmente, e são as responsáveis pelos picos registrados ao longo das últimas décadas.

Globalmente, as principais fontes de gases do efeito estufa (GEEs), são os setores:

Geração de eletricidade e calor (25%), Agricultura, florestas e outros usos da terra (24%), Industrias (21%), Transportes (14%), Outras formas de energia (como extração de combustível, refino, processamento, transporte, etc - 10%) e Edifícios (6%)(1).

Entre 1970 e 2011, as emissões de dióxido de carbono (CO2) aumentaram em cerca de 90%, sendo que as emissões de combustíveis fósseis e processos industriais contribuíram com 78%. Agricultura, desmatamento e outros usos da terra são os segundos maiores contribuintes(1).

Em relação aos países, os principais emissores de CO2 (2), considerando mudanças no uso da terra e florestas (inclusive remoções de CO2) são: China (11,6 bilhões de toneladas de CO2 equivalente – GtCO2e), Estados Unidos (6,3 GtCO2e), União Europeia (3,6 GtCO2 e - considerando 28 países), Índia (3,2 GtCO2e), Indonésia (2,4 GtCO2e), Federação Russa (2 GtCO2e) e Brasil (1,3 GtCO2e).

De acordo com dados do Observatório do Clima(3), no Brasil, entre 1990 e 2014 as emissões brutas de GEE passaram de 1,62 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) para 1,85 GtCO2e, um aumento de 14% - porém picos de até 2,8 GtCO2e e 3,8 GtCO2e foram alcançados em 1995 e 2004. Conforme demostrado pelo CAIT, considerando a remoção de emissões de CO2 por florestas, em 2014 as emissões brasileiras chegaram a 1,32 GtCO2.

As alterações do uso da terra - em especial o desmatamento na Amazônia – compõe 42% do total de emissões brasileiras atualmente, e são as responsáveis pelos picos registrados ao longo das últimas décadas. No caso dos setores de energia, agropecuária, industrias e resíduos, o crescimento das emissões tem sido contínuo (3).
 

Referências:
(1) IPCC - International Pannel on Climate Change. Climate Change – Syntesis Report, 2014.
(2) CAIT - Climate Data Explorer, 2014.
(3) Observatório do Clima. Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa - SEEG. Análise das emissões de GEE Brasil (1970-2014) e suas implicações para políticas públicas e a contribuição brasileira para o acordo de paris, 2016.